• Flavia Andrade

Abraham Weintraub,novo ministro do MEC anuncia troca de quatro secretários e da Secretaria-Executiva

Um dia após assumir a pasta, Ministro começa a fazer alterações buscando garantir resultados.



Um dia após assumir a pasta, Ministro começa a fazer alterações buscando garantir resultados. (Antonio Cruz / Agência Brasil)

Nesta quarta-feira (10), após o novo ministro da Educação anunciar alterações na pasta, os cargos de presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e diretor da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb) do Inep seguiam vagos.


O Inep é a autarquia do MEC que realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que fica sob a responsabilidade da Daeb.


A Secretária do Ministério da Educação segue composta da seguinte maneira:


Antonio Paulo Vogel de Medeiros - secretário-executivo do MEC: Tem graduação em economia e direito e pós-graduação em administração financeira. É auditor de finanças e controle desde 1998. Participou do grupo de transição do governo de Jair Bolsonaro e atuava como secretário-executivo adjunto da Casa Civil – Weintraub, o novo ministro, era o secretário-executivo da Casa Civil.


Rodrigo Cota - secretário-executivo adjunto do MEC: Tem graduação em administração de empresas e pós-graduação em relações e negócios internacionais. É analista de comércio exterior do Ministério da Economia, onde ocupava atualmente o cargo de diretor de Programas da Secretaria Executiva.


Janio Carlos Endo Macedo - secretário de Educação Básica (SEB): Tem graduação em direito e MBA em formação geral para altos executivos. É funcionário aposentado do Banco do Brasil, onde foi gerente e diretor geral, além de diretor-presidente da BB Previdência. Antes de ser nomeado para o MEC, atuava na Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. A SEB estava sem secretário definitivo depois do pedido de demissão de Tânia Leme de Almeida, em 25 de março.


Arnaldo Barbosa de Lima Junior - secretário de Educação Superior (Sesu): Tem graduação em economia internacional e comércio exterior e cursa um MBA em economia e gestão. É analista técnico de políticas sociais e, segundo o MEC, foi um dos autores da reforma do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em 2017. Já atuou nos ministérios do Planejamento e Fazenda, além de ter sido conselheiro fiscal de diversos bancos públicos. É diretor de Seguridade na Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe).


Silvio José Cecchi - secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres): Tem graduação em biomedicina e é o único da lista de nomeados que já havia atuado na gestão de políticas públicas educacionais. Entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer, foi diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde da Sesu e também secretário da Seres.


Ariosto Antunes Culau - secretário de Educação Profissional e Tecnológica (Setec): Tem graduação em economia e pós-graduação em finanças empresariais, administração pública e políticas públicas e governo. É servidor público do Ministério da Economia e foi secretário de Planejamento do governo do Rio Grande do Sul e superintendente do Tesouro Estadual do governo de Goiás. Antes de ir para o MEC, era secretário de Gestão Corporativa do Ministério da Economia.


Secretários mantidos


Entre as mudanças, apenas duas secretarias do MEC foram mantidas desde o início do governo: a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), e a Secretaria de Alfabetização (sealf), que foi criada pelo novo governo e é ocupada por Carlos Nadalim, incumbido de apresentar uma nova política nacional para a alfabetização.


Secretaria-Executiva


Antonio Paulo Vogel de Medeiros é o quinto nome indicado publicamente para o cargo de secretário-executivo do MEC, considerado o "número 2" da pasta.


O primeiro a efetivamente assumir o cargo foi Luiz Antônio Tozi em janeiro, e, até agora, foi o que se manteve na função por mais tempo, pouco mais de dois meses. Ele foi exonerado em 12 de março após uma disputa interna entre grupos ligados aos militares e os seguidores do escritor Olavo de Carvalho.


Rubens Barreto da Silva surgiu durante a exoneração e na véspera havia sido nomeado secretário-executivo adjunto. Porém, ele nunca chegou a ser nomeado ou tomou posse efetivamente do cargo.

O então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou em março, através do seu perfil em uma rede social que a nova secretária-executiva seria Iolene Lima, que foi diretora de um colégio batista no Interior de São Paulo e, na época, tinha um cargo dentro da SEB.


Ela também nunca chegou a ser nomeada oficialmente e, oito dias depois do anúncio, divulgou uma nota afirmando que fora informada de que não ficaria mais no ministério.


A Secretaria-Executiva passou 17 dias sem comando definitivo, e só teve outro nome oficialmente nomeado no "Diário Oficial de União" em 29 de março. Na ocasião, o governo anunciou a escolha do nome do tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira para o cargo. Menos de duas semanas depois, com a troca de ministro, foi anunciada a mais recente troca de secretário-executivo.

0 visualização

067996110911

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram Social Icon

©2018 by Flavia Andrade