• Flavia Andrade

Após vistoria, Imasul apresenta relatório da força-tarefa em barragens de Corumbá

Análise dos locais apontou anormalidades em diversas áreas



Análise dos locais apontou anormalidades em diversas áreas (Edemir Ribeiro/Portal do MS)

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) vistoriou nos dias 29 e 30 de janeiro as barragens de resíduos de minério de ferro e manganês em Corumbá. Após as visitas, técnicos produziram um relatório que foi apresentado nesta quinta-feira (14), onde diversas anormalidades foram observadas na parte operacional, de segurança e de manutenção dos referidos depósitos, que necessitam serem sanados com urgência.


O Imasul, esteve acompanhado de diversos órgãos de proteção, entre eles, o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Crea, Defesa Civil de Corumbá , Polícia Militar Ambiental (PMA) e Ministério Público do Trabalho (MPT), onde uma das principais preocupações dos órgãos que fizeram a inspeção relaciona-se a infiltrações no setor do extravasador (drenos) da barragem Lais e manutenção precária e sulcos erosivos da barragem Monjolinho, ambas da Mineração Vetorial, problemas que podem acarretar em instabilidade das unidades.


Para o diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli, “ o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que investiga as mineradoras desde 2016, e também ao Ibama e Agência Nacional de Mineração, órgãos responsáveis pela fiscalização destas atividades. No caso da barragem Lais (Morro Urucum), o extravasamento à jusante poderá implicar na interrupção do processo de ampliação de sua capacidade – de 800 mil m³ para 1,09 milhão de m³ – até a correção do problema. As duas barragens da Vetorial também não atendem aos quesitos obrigatórios do plano de emergência, em caso de algum colapso, para garantir segurança das pessoas que residem na rota da mancha de inundação”, afirma Eboli.


Ainda segundo o diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli, “ Com relação à barragem Gregório, da Vale, que tem capacidade para 9 milhões de m³, o relatório aponta que a unidade atende aos critérios operacionais e de segurança, com estrutura de solo compactado, que direciona o rejeito para o seu centro, e possui plano de emergência para evacuação da população local. A barragem opera com 50% de sua capacidade e realizou simulação de acidente, em novembro de 2018, para testar o sistema de alerta”, conclui.


A força-tarefa destaca as mineradoras, a necessidade de as empresas contratarem uma auditoria externa especializada em segurança de barragens para correção de algumas anomalias, com ênfase no atendimento à população no caso de um rompimento. Uma das irregularidades constatadas também, é de que as empresas de engenharia de outros estados, contratadas pelas mineradoras, não estão cadastradas no Crea/MS, configurando irregularidade administrativa.

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