• Flavia Andrade

Atendimento da Caravana garante elogios a funcionários e até presente dos pacientes


Estrutura montada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. (Foto: Luciana Brazil/SES)

Funcionários da Caravana da Saúde trabalham uniformizados com camisetas amarelas para chamar a atenção de quem chega ao local onde estão sendo realizados os atendimentos, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. Porém, o que atrai os olhares não é apenas a roupa de cor vibrante, mas também o carinho empenhado no trabalho diário e humanizado. 


Entre as carretas do mutirão oftalmológico, é possível também encontrar colaboradores uniformizados com outras cores, porém, não importa, uma vez que o respeito pelos pacientes impressiona. Segundo os funcionários, cada um se coloca no lugar do outro.


Para o funcionário Wellignton Pereira, 45 anos, “Trabalhamos como se fosse pelos nossos pais, nossos avós. O cuidado é realmente especial e todos são tratados iguais. As histórias são emocionantes. O projeto (Caravana) traz um alívio imenso para essas pessoas. Traz felicidade em coisas tão simples, mas que para eles é tudo. Eu me emociono em falar porque ver pessoas que estavam cegas e de repente passam a enxergar. Procuramos fazer o melhor”, disse.


Os pacientes atendidos na Caravana se sentem tão acolhidos que os presentes vêm em forma de agradecimento. “Eu já ganhei um perfume e um bolo. A mulher me disse: ‘Você dá muita atenção às pessoas, posso te dar um presente? Você aceita?’ Eu aceitei de todo coração, claro”, contou Eder Cáceres, pela primeira vez trabalhando na Caravana da Saúde.

Éder acredita que o trabalho no projeto lhe trouxe muitos benefícios. “Garanto que me tornei uma pessoa melhor, sem dúvida. Temos tudo, braço, perna, olhos. A maioria está sem enxergar há mais de cinco anos e tudo por uma bobeira”, lembra ele.


Os funcionários da Caravana da Saúde, vem de lugares distantes, ou mesmo da Capital, e passam o dia na Caravana realizando os mais diversos tipos de atendimento, que vão desde cadastro de pacientes até a paramentação e auxílio no pós cirurgia. Quase 100% deles não possui formação na área da saúde, mas independentemente disso todos se empenham para que o processo resulte em um único final: a satisfação dos pacientes.


Para Laiza Claudino, “Eu sempre trabalhei com público. Já fui atendente de padaria, trabalhei em empresa de telefonia e até no Tribunal de Justiça do Trabalho. Quando eu soube dessa oportunidade achei bem interessante. É a minha primeira vez na Caravana.  Tem horas que o cansaço bate porque chegamos bem cedo, mas vale a pena”, conta.

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