• Flavia Andrade

Audiência Pública na Câmara aborda a depressão infantil

No próximo dia 23 de setembro, a Câmara Municipal promove debate sobre a depressão, a qual é considerada uma doença grave. A mesma, se não for tratada adequadamente, interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Conforme especialistas, n o caso das crianças, ela ainda se revela mais gravemente, elas aceitam a doença como fato natural, próprio de seu jeito de ser. Embora estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma enfermidade e que podem ser aliviados. Calam-se, retraem-se e os pais, de modo geral, custam a dar conta de que o filho precisa de ajuda. De acordo com o vereador Odilon de Oliveira é proponente da Audiência Pública “Depressão infantil: Identificar é o Primeiro Passo para Prevenir”, que será realizado no próximo dia 23 de setembro, no Plenário Edroim Reverdito. O parlamentar será secretariado pelo também vereador, Betinho (REP). O debate tem como objetivo, abordar o tema e apontar as causas e consequências da depressão nessa faixa etária. A inciativa vai reunir profissionais da área da saúde, educação, assistência social e entidades religiosas. Ainda segundo o parlamentar a depressão atinge todas as idades, portanto ela deve ser combatida desde a primeira infância. “Hoje com o advento das redes sociais as pessoas estão cada vez mais se isolando em seus mundos, ou bolhas sociais. Esse fato não é diferente nas crianças, pois, os pais - eu me coloco nessa esfera – temos cada vez menos tempo para uma simples conversa. Com essa audiência, queremos abrir o debate de como nós podemos nos aproximar ainda mais de nossas crianças e saber como identificar esse quadro, que pode desencadear em atos extremos, como o suicídio”, pontua. O evento contará com o psiquiatra, Dr. Marcos Estevão dos Santos Moura; da psicóloga, Alecssandra Sayd; da coordenadora do Conselho Tutelar Norte, Cristiane Froes; do secretário de Direitos Humanos, Ademar Vieira Júnior (Coringa); da superintendente de Gestão e Normas da Reme, professora Alelis Izabel de Oliveira; coordenadora do curso de psicilogia da Uniderp, Gislaine de Campos Soares Pereira e da gerente do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil III “Dr. Samuel Chaia Jacob”, Olícia Marques. Especialistas apontam que, os sintomas na infância e adolescência são mais variados do que nos adultos. E podem se confundir com outros problemas. Pode apresentar irritabilidade, agitação, que pode ser confundido com transtorno de hiperatividade, por exemplo. Ter medo de dormir sozinha, não querer ir para escola, ter piora no rendimento escolar, dores de cabeça, abdominais. Os sintomas variam de acordo com a idade:

2 a 5 anos: sintomas físicos, como parar de comer, dor na barriga.

5 a 7 anos: sintomas psicossomáticos, desempenho pobre e recusa escolar, ansiedade, fobia, irritabilidade, retraimento social.

8 a 12 anos: perda do prazer e tristeza, desesperança, variação de humor, ansiedade, recusa escolar, desejo de morte. Os tratamentos podem ser realizados da seguinte forma: Crianças e adolescentes com depressão também devem fazer terapia e, se for necessário, tomar antidepressivos. O tratamento deve ser multidisciplinar. Além do psiquiatra e psicólogo, as pessoas ao redor também precisam se envolver. Carinho, apoio, atenção são fundamentais.

0 visualização

067996110911

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram Social Icon

©2018 by Flavia Andrade