• Flavia Andrade

Audiência Pública propõe criação de comitê para integrar ações de segurança


Objetivo é unir ações para garantir mais segurança nas escolas (Foto: Izaias Medeiros/CMCG)

Nesta sexta-feira (26), a Câmara Municipal de Campo Grande realizou audiência pública para debater questões com relação a segurança nas escolas. Durante o debate, proposto pelo vereador Fritz, da Comissão Permanente de Juventude da Casa de Leis, foram encaminhadas propostas para melhorar infraestrutura nos colégios, implantação do videomonitoramento, além da criação de comitê para promover novas reuniões de trabalho e articular os projetos das secretarias de educação e área da segurança.


Com a presença de representantes das secretarias municipal e estadual de Educação, sindicatos dos professores, administrativos da educação, Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social, Sindicato dos Guardas Municipais e também da Segurança Patrimonial participaram do debate nesta manhã, apresentando seus projetos, trabalhos e reivindicações.


De acordo com o propositor do encontro, vereador Fritz, “Temos cada ator fazendo seu papel no que toca a segurança, mas ficou claro que não conversamos. Temos ações distintas, focos diferentes. Acredito que esse grande nó vamos desatar com essa audiência”, destaca.


O representante do sindicato dos Guardas Municipais como dos Seguranças Patrimoniais enfatizaram a importância de trabalho conjunto. “É preciso um protocolo entre as forças de segurança para ter eficácia no trabalho”, disse Hudson Bonfim, que falou em nome dos guardas. “Precisamos ampliar ainda a cooperação e parceria com os próprios servidores da escola para juntos, com as informações, termos subsídio para combater a violência”, reforçou Geraldo Celestino, dos seguranças patrimoniais.


Além destas, o parlamentar Odilon de Oliveira enfatizou “a necessidade de um mapeamento nas escolas sobre os casos de violência, além de destacar a importância do videomonitoramento. Como relator da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), vamos analisar como empenhar recursos para videomonitoramento e auxiliar a Guarda. Agora, tratam-se apenas das diretrizes, mas passamos por elas para, posteriormente, analisarmos o orçamento”, pontuou.


Já o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Lucilio Nobre, disse que, “A formação continuada é importante, pois todo aparato da educação tem que saber cuidar e a melhor forma de agir. Em casos de indisciplina, pais são avisados, tem equipe multidisciplinar da Secretaria quando aluno está com problema, que encaminha para o tratamento. A escola não ensina violência. Acredito que não tem heróis, mas temos que juntar forças”.


Na Capital existem 95 escolas municipais e 102 Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), antigo Ceinfs. Em busca da segurança destes locais, estão disponíveis cerca de 1.146 guardas, em 2018, eram 1.480. Hoje, metade desse efetivo está nos postos de saúde ou nas unidades educacionais. Considerando a defasagem, o prefeito Marquinhos Trad já autorizou realização de concurso para preenchimento de 350 vagas.


Estes números foram apresentados pelo secretário especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja. Ele mostrou os trabalhos desenvolvidos, tanto em projetos para prevenção ao uso de drogas e combate ao bullying. Citou ainda o Projeto Escola Segura, que já tem lei autorizativa da Câmara para implantação de videomonitoramento. Conforme Valério Azambuja, “Precisamos de recursos. Hoje, priorizamos horários de entrada e saída, pois quando tem equipe ali o traficante não vai cometer crime”, afirmou. O monitoramento por câmeras já estão sendo feito em duas escolas, mas há necessidade de R$ 5 milhões para esse investimento completo. Ainda segundo ele, outros itens podem melhorar a segurança, a exemplo da iluminação pública no entorno. “A segurança vai além da viatura ou de ter dez guardas na escola. Ela passa por várias ações complementares”, conclui.

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©2018 by Flavia Andrade