• Flavia Andrade

Audiência pública sobre Leishmaniose debateu as legislações e políticas públicas no combate à doença


Nesta quarta-feira (18), as perspectivas e os avanços para prevenção e combate à doença foram debatidos em Reunião Pública na manhã, no Plenarinho da Câmara Municipal. Durante as explanações, uma lista de prioridades foi elaborada para incluir como demandas ao orçamento e ampliar o debate. O evento foi promovido pelo vereador Eduardo Romero. De acordo com o parlamentar, “Nos últimos seis anos, tivemos muitos avanços no Legislativo, no diálogo e em demais políticas para combate à leishmaniose. O que de fato alterou e o que precisa para melhorar ainda mais? Precisamos continuar investindo na ideia do diálogo e construção de políticas públicas em conjunto”, declara Romero.

Entre os presentes estiveram, representantes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Ministério Público Estadual, Conselho Municipal do Bem-Estar Animal e Comissão de Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB/MS). Foram apontadas as necessidades prioritárias que podem ser incluídas como emendas na Lei Orçamentária Anual de Campo Grande para 2020, que deve chegar à Casa de Leis, até o fim deste mês, sendo votada até dezembro.

Com relação as prioridades, foram pontuadas a necessidade de treinamento de equipes da Sesau e CCZ; implementação de ações de medidas de combate e prevenção, a exemplo da castração ou posse responsável; treinamento dos médicos para diagnosticar leishmaniose humana; programa de castração e elaboração de abaixo-assinado para que as emendas na LOA sejam implementadas; discussão sobre a integração de veterinário nas unidades básicas de saúde da família. Ainda conforme o vereador Eduardo Romero, “ As ações não são apenas para 30 dias, mas para vida toda, algo que entra também na necessidade de ampliar as campanhas de conscientização”, enfatiza. Para o professor doutor médico veterinário André Luis Soares da Fonseca, “Cada dia mais estamos evoluindo. A partir de 2012, nós tivemos a primeira liminar que impedia a eutanásia obrigatória de cães. Em 2014, veterinários começaram a tratar mais cães com leishmaniose, começou a ter maior consciência sobre a posse de cães. Porém, é ainda uma doença cheia de preconceito e de falta de conhecimento”, diz. Segundo o vereador Veterinário Francisco, presidente da Comissão de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais da Câmara de Vereadores, “As pessoas tratam os cães e não dão continuidade, não usam repelente, tem reinfestação e o problema se instala novamente. Temos que trabalhar mais a educação. Por isso, é importante levar esse conhecimento”, conclui.


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