• Flavia Andrade

Buscando a preservação, ato público repudia liberação do cultivo da cana no Pantanal


(Foto: Divulgação/Assessoria)

Nesta terça-feira (12), será realizado ato público contra o decreto presidencial do dia 5 deste mês que liberou plantio de cana no Pantanal e Amazônia, a data marca o Dia do Pantanal e dos 14 anos da imolação do ambientalista Francisco Anselmo dos Santos, o Francelmo.O ato é organizado pela coordenação nacional da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, com apoio de diversas entidades.


A concentração do evento será realizada em frente ao memorial dedicado ao ambientalista Francelmo, que fica no calçadão da Rua Barão do Rio Branco, entre as Ruas 13 de Maio e 14 de Julho (quase em frente ao Bar do Zé), às 9h30. O ato público, além de protestar contra a decisão presidencial de liberar o cultivo da cana no Pantanal, também relembra a luta das várias gerações contra esta prática que teve um momento de comemoração com a proibição em 2009 com um decreto presidencial, mas que foi derrubado no dia 5. Uma nova luta começa contra esta ameaça ao bioma e também de preservação da imagem do Brasil no exterior.


De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, vereador por Campo Grande Eduardo Romero (Rede), "O Pantanal não tem aptidão para o cultivo da cana e muito menos para implantação de usina sucroalcooleira e que sua vocação é para outras atividades já desenvolvidas na região. Com a revogação do decreto, ou seja, com o agora tudo pode, acendemos o alerta, porque podem abrir brechas contra lei estadual que proíbe cana no Pantanal. Começaram derrubando um decreto e agora o que mais pode vir? O que mais pretendem fazer de ato político que vai afetar a identidade do patrimônio Pantanal, que vai além de lugar paisagístico, berço de espécies?", enfatizou parlamentar durante a sessão na câmara no dia 6 de novembro.


Ainda conforme Romero, "Não faltam terras para ampliar as fronteiras agrícolas e que a cana não precisa ser levada para o Pantanal, mesmo sob o argumento de que é preciso dar subsídio para o setor de açúcar e álcool no País. Francelmo foi da primeira geração de defensores do meio ambiente do Estado. Convivi com ele e sou da terceira geração. Quando falamos em defesa do meio ambiente, quem ainda reluta em entender é porque ainda não parou para observar ao seu redor. O meio ambiente é o seu ambiente. E quando nos declaramos contrários ao plantio de cana no Pantanal estamos carregados de estudos, de história e preocupação também de como vai ficar a imagem no Brasil com o mercado internacional e os impactos negativos e irreversíveis pra região pantaneira", conclui.

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