• Flavia Andrade

Campanha de combate ao Aedes aegypti é antecipada pelo Ministério da Saúde


Ministro alerta para as ações que visam impedir a reprodução do Aedes aegypti, as quais, já são conhecidas pela população (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (12) a campanha de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão dessas doenças. O intuito é conscientizar a população e convocar: “E você? Já combateu o mosquito hoje? Proteja sua família.”


De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o papel da sociedade é fundamental no combate ao mosquito. “Ele [mosquito] fica sempre atrás do ser humano, que é fonte única de alimentação dele”, pontua.


Ministro alerta para as ações que visam impedir a reprodução do Aedes aegypti, as quais, já são conhecidas pela população: tampar tonéis e caixas d’água, manter as calhas sempre limpas, limpar ralos e cobrí-los com tela e colocar areia em vasos de plantas, entre outras. “Não é tanto o problema de informação, mas a capacidade dessa informação fazer indução de comportamento e trazer responsabilidade sobre a doença”, enfatiza Mandetta.


Ainda segundo o Ministério da Saúde, as ações devem ser diárias, todos devem usar alguns minutos do dia para verificar se existe acúmulo de água em casa, no ambiente de trabalho e de estudos.


A campanha costuma ser lançada no fim do ano, porém, foi antecipada em 2019, para que haja uma mobilização maior ainda no período de seca. Há também a preocupação com a possibilidade de maior circulação do chamado sorotipo 2 da dengue.


O Ministério da Saúde alerta ainda que o vírus da dengue apresenta quatro sorotipos, em geral, denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Segundo o Ministério da Saúde, os sorotipos 1 e 4 predominaram nos últimos anos. As pessoas que entraram em contato com algum desses tipos tornam-se imunes a eles. Como o sorotipo 2 não circula no Brasil há algum tempo, mais pessoas podem ficar doentes. Além disso, podem aumentar os casos mais graves, de dengue hemorrágica, acrescentou o ministério.

1 visualização0 comentário