• Flavia Andrade

Candidatos a presidente da Câmara viajam pelo país para intensificar campanha


(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Articulação envolve também aplicativo de mensagens e conversas com bancadas temáticas


Ainda sem data definida, os parlamentares candidatos a presidente da Câmara de Deputados intensificam as articulações em busca de votos favoráveis na eleição que deve ocorrer no início de fevereiro.

Diversos partidos já declararam apoio a algum nome, porém, a votação é secreta, e os parlamentares não precisam seguir a orientação da legenda. Assim, os candidatos apostam nas chamadas "traições" para virar votos.


Visando conquistar o maior número de apoios, os candidatos iniciam as viagens pelo país, realizando acordos por cargos na Mesa Diretora, além de promessas dos deputados na definição da pauta de votações e relatoria dos projetos. A aposta nas redes sociais tem se fortalecido com a interação a fim de ganhar mais visibilidade.


Dois grandes blocos do partido devem se opor durante a disputa pelo comando da Câmara. O blocos, dirigido pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), com apoio do Palácio do Planalto, reúne os partidos, PL, PP, PSD, Republicanos, Solidariedade, PROS, Patriota, PSC e Avante. Além do PTB que sinalizou unir-se ao grupo.


Já o outro bloco, tem articulação com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), onde o candidato a esta eleição é o Baleia Rossi (MDB-SP) o qual recebeu apoio de 11 legendas sendo elas: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede.


Além destes parlamentares, os deputados Fábio Ramalho (MDB-MG) e Capitão Augusto (PL-SP), estão buscando apoio por fora.


Até o momento estes são os nomes anunciados oficialmente. O PSOL segue indefinido com relação à candidatura própria ou apoio a candidatos já anunciados. Também segue indefinido o deputado Luciano Bivar (PSL-SP), o qual, chegou a lançar pré-candidatura, porém o partido aderiu ao bloco que apoia Baleia Rossi.


As candidaturas podem ser oficializadas até a reta final, podendo ser na véspera ou horas antes da eleição. O calendário com a data oficial da eleição ainda não foi divulgado.


Conforme o regimento, a eleição precisa ser realizada até o dia 2 de fevereiro, quando os trabalhos têm de ser retomados. O mais provável é que seja no dia 2. Porém, a decisão final é do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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