• Flavia Andrade

Com redução de taxa de juros, mercado imobiliário da Capital está aquecido


(Foto: Cyro Clemente)

Após a redução da taxa básica de juros em 0,25%, passando de 4,5% para 4,25% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A redução, considerada a quinta consecutiva, movimenta a economia do país e especialistas avaliam que o mercado imobiliário está aquecido, tanto para quem deseja realizar o sonho do seu imóvel próprio ou investir na aquisição de unidades de empreendimentos em construção.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), cada queda de 1% nos juros de financiamento de imóveis mais de 2,5 milhões de famílias entram no mercado imobiliário. Assim, a cada ponto percentual na variação da taxa de juros, em média o mercado aumenta em 16%

Na Capital, as constantes reduções na taxa de juros apontam aquecimento na economia local, tornando um bom momento para o setor de imóveis.

Segundo o economista Sérgio Torres, "As últimas decisões do Copom mostram que o governo está sinalizando essa retomada da economia de forma lenta, mas consistente. Vejo com bons olhos essa iniciativa da redução da taxa básica. Para o segmento imobiliário, sinaliza para que o setor privado possa regular os seus preços e as pessoas busquem créditos mais baratos”, relata.

Já o presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi/MS), Marcos Augusto Netto, "Vários fatores estão contribuindo para Campo Grande ter uma movimentação positiva, tanto para investidores, construtoras, incorporadoras quanto para o consumidor. 

Um item é a taxa de juros que nunca esteve tão baixa. Já estávamos com a expectativa da queda em 0,25%. Outro item é possibilidade de investimentos, desde quem busca um imóvel para morar ou para investir. A consolidação da Lei de Distrato também trouxe uma maior segurança jurídico para quem constrói. O crescimento do índice de confiança em 2,1% de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) das construtoras, incorporadoras e imobiliárias, aumentam os investimentos em construções e aquele investidor mais conservador não corre riscos ao investir na compra de um imóvel”, pontua Netto. 


Por fim, o presidente do Secovi enfatiza a importância do novo Plano Diretor de Campo Grande, que após três anos de discussões, estimula a construção civil. “Tudo isso reflete para o lado positivo, com investimentos das construtoras, geração de empregos no setor, lançamentos de novos empreendimentos próximo do carnaval e a possibilidade das pessoas em realizar seus sonhos”, conclui.

Com relação aos imóveis de alto padrão, dados da Abrainc apontam que os empreendimentos de Médio e Alto Padrão (MAP) foram responsáveis por 21,2% das unidades lançadas e 30,2% das unidades vendidas no período. Os lançamentos do segmento cresceram 20,6%.

O economista Sérgio Torres, atua no segmento de imóveis de alto padrão e considera um ótimo momento para investimentos. “Para o segmento de imóveis da faixa A e B é muito bom porque há uma facilidade de juros de financiamento, poder de negociação com as empresas tende a ser mais flexível, e para quem é investidor relativamente agressivo com juros e inflação controlada, o investimento é muito bom”.

Assim como, para o gerente regional da Plaenge Campo Grande, Luiz Octávio Pinho, “Nosso setor de inteligência de mercado sempre está atento as movimentações da economia. O crescimento gradual da economia nos faz sempre pensar em nossos clientes, trazer soluções, atender seus desejos, anseios na procura pelo imóvel desejado e no momento certo. Como temos uma história consolidada de 50 anos, trabalhando de forma consistente, entregando novas edificações em 2020 nos segmentos residencial e comercial, uma delas inclusive este mês, além de lançamentos de novos empreendimentos e o primeiro deles já no próximo mês”, conclui.


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