• Flavia Andrade

Covid-19 pode acelerar investimentos em saneamento e reativar cadeia produtiva do setor


(Foto: Pixabay)

Pauta é prioridade para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Notícia fez setor ficar otimista com geração de renda e manutenção de empregos em época de crise.


A votação de um novo marco regulatório do saneamento básico está entre as medidas que a equipe econômica do governo e o Congresso Nacional consideram como imprescindíveis neste momento em que o Brasil e o mundo enfrentam a pandemia do novo coronavírus. A avaliação é a de que o novo marco aceleraria investimentos fundamentais para melhorar as condições sanitárias da população, além de significar aquecimento de uma cadeia produtiva importante para a retomada da economia.


O marco regulatório já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, e agora tramita no Senado (Projeto de Lei 4.162/2019). O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem afirmado que a pauta “é prioritária” - tanto que pode ser apreciada mesmo neste período em que as sessões ocorrem virtualmente.


De acordo com informações do Senado Federal, o projeto de novo marco regulatório para o saneamento básico está na Comissão de Meio Ambiente, onde é relatada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Centralizar a regulação dos serviços de saneamento na esfera federal, fixar a obrigatoriedade de licitações, e regionalizar a prestação a partir da montagem de blocos de municípios estão entre os pontos principais do novo marco proposto.


Com isso, não existirá mais o instrumento do “contratos de programa” - mecanismo pelo qual os municípios transferem a execução de seus serviços de saneamento para empresas públicas dos governos estaduais. Em vez desses contratos, os municípios terão de licitar o saneamento em seus limites territoriais, em processos dos quais poderão participar tanto empresas públicas como privadas. Ainda segundo o projeto, a regulação do saneamento básico no Brasil ficaria a cargo da Agência Nacional de Águas (ANA).


IMPACTOS 



Fábio Amaral, diretor da Engerey. (Foto: Engerey)

A tramitação da proposta vem sendo acompanhada de perto por especialistas, pesquisadores, entidades de classe, lideranças e empresas dos mais variados segmentos, cujas atividades serão impactadas pela aprovação do novo marco. É o caso da indústria fornecedora de materiais e equipamentos às companhias de água e saneamento do país - segmento que projeta aumento na demanda de produção.Para o engenheiro eletricista Fábio Amaral, diretor da Engerey - fabricante de painéis elétricos com sede em Curitiba -, os investimentos em saneamento básico se fazem urgentes, pela importância para a saúde pública, e como atividade econômica geradora de emprego e renda. A Engerey está há 18 anos no mercado, e há pelo menos sete está homologada, por exemplo, pela Sanepar, no fornecimento de painéis de controle dos processos de automação de estações de tratamento da companhia pública paranaense.


“As medidas de prevenção ao novo coronavírus mais eficazes têm a ver com medidas de higiene – lavar as mãos com água e sabão. Só que uma boa parte da população não tem rede de água e esgoto em casa – são mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada e em torno de 100 milhões sem serviço de coleta de esgoto. Investir em saneamento é mudar essa realidade, é investir em saúde pública. É, também, aquecer a atividade econômica. O Instituto Trata Brasil mostra que cada R$ 1 investido em saneamento gera um incremento de R$ 1,22 de renda na economia”, ressalta o empresário.


Recentemente, o mesmo Instituto Tata Brasil lançou uma publicação (disponível aqui: <http://tratabrasil.org.br/covid-19/assets/pdf/cartilha_covid-19.pdf>) em que pesquisadores mostram, com argumentos científicos, a importância do saneamento na prevenção ao novo coronavírus.


( ** Com informações da Assessoria)

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