• Flavia Andrade

Delcídio está na lista de aposentadoria do Senado


Dos ex-senadores, maioria ainda é beneficiada por um plano de seguridade anterior ao vigente, muito mais generoso. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Em 2016, o então senador Delcídio do Amaral foi cassado por quebra de decoro, em seu segundo mandato, foi preso, e foi absolvido no início deste ano, após 3 anos e 8 meses de luta na Justiça para provar a sua inocência. 


Com a Reforma da Previdência a ser julgada pelo Senado Federal em algumas semana, a Casa se mostra muito generosa com seus ex-representantes, uma vez que, ao todo, cerca de 67 ex-senadores recebem aposentadoria de até R$ 33 mil reais. Delcídio do Amaral engloba a lista recebendo o valor de R$ 11 mil reais por mês do Senado.


Delcídio do Amaral tentou se candidatar ao Senado em 2018, porém, sua candidatura foi barrada pela Justiça. Hoje, segue tranquilo entre Campo Grande e uma fazenda que tem em Corumbá, no interior do estado. 


Além dele, o ex-senador Romero Jucá, após perder o mandato no Senado, depois de 24 anos no Congresso, recebe da Casa uma aposentadoria de ex-parlamentar, no valor de R$ 23.151 de aposentadoria do Senado. 


Recebem pensões também,  os ex-parlamentares: José Sarney, Agripino Maia, Clésio Andrade, Edison Lobão e outros 62 senadores. Com salários de até R$ 32.894. 


Contudo, após a reforma da previdência que em agosto deverá chegar ao Senado, os contracheques passarão a ser mais magros, e as regras de aposentadoria de políticos ficarão próximas das de eleitores. Sendo esses um dos pontos que alguns deles vêm se articulando para matar no Senado. 


O ex-senador Agripino Maia, de 64 anos, é um dos que têm o maior salário, recebendo aproximadamente R$ 32.894, ele esteve no Senado por quase três décadas, de 1987 até janeiro deste ano, ausentando-se nos oito anos em que governou o Rio Grande do Norte. Maia ainda é réu na Lava Jato, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de documento falso para receber propina e favorecer uma empresa no Rio Grande do Norte. 


Os senadores estão discutindo quem vai propor manter as condições atuais de aposentadoria. Ainda assim, a proposta em manter tudo para chegar a uma solução intermediária que não tirasse todos os privilégios, mas também não os deixasse sem nenhum. 


Os ex-parlamentares pensionistas, que estão respondendo na justiça por casos ligados aos mandatos, mesmo sendo condenados não perdem o benefício, uma vez que, a lei ampara o deputado ou senador que se aposentou, porém, foi condenado, e não há nada que mude isso na nova reforma da Previdência.

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©2018 by Flavia Andrade