• Flavia Andrade

Deputado estadual apresenta criação de Escolas Bilíngues para Surdo


Projeto de Lei é de autoria do Capitão Contar. (Foto: Luciana Nassar/ALMS)

Nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Capitão Contar, apresentou durante a sessão um Projeto de Lei que prevê a criação de Escolas Bilíngues para surdos, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul, onde jovens e adultos com surdez poderão estudar em escolas que ofereçam Libras como primeira língua e, o português escrito, como segunda língua.


Conforme o texto do projeto, os profissionais designados nessas escolas deverão ser integrantes da rede pública de ensino e habilitados na área específica de surdez, com domínio da Língua Brasileira de Sinais. Os professores poderão também atuar com alunos surdos-cegos. A formação e capacitação dos funcionários ficará a cargo do governo do Estado.


Além destes, compondo o projeto pedagógico, as escolas bilíngues deverão atender diversas disposições, entre elas oferecer condições adequadas ao desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo e social dos estudantes surdos e experiências de exploração da linguagem.


Garantindo a inclusão social dos alunos atendidos, o projeto estabelece ainda a participação dos alunos em eventos culturais e esportivos.


De acordo com o proponente do Projeto, deputado estadual Capitão Contar, “Queremos um modelo de escola que possua professores e funcionários preparados e voltados para atender os alunos com deficiência auditiva. Hoje, as políticas públicas da educação inclusiva não visam o aperfeiçoamento e o possível desenvolvimento dos alunos surdos, os quais não estão aprendendo Libras. O que existe hoje é a tradução da língua portuguesa para Libras”, declarou.


Ainda conforme o parlamentar, “A ideia é que possam ser entendidas dentro e fora dos limites do contexto escolar. Ficaram constatados vários problemas. O professor passa o conteúdo com rapidez, sendo que o intérprete não consegue acompanhar o ritmo. Há falta de fluência e de vocabulário por parte dos intérpretes e a ausência de uma didática focada aos surdos, o que faz com que muitas disciplinas não sejam compreendidas. Essa é a realidade da maioria dos alunos surdos matriculados na rede pública regular de ensino”, afirma.


Para o diretor-presidente da Associação de Familias, Amigos, Profissionais e Pessoa surda (AFAPS), Adriano Gianotto, “O esforço é muito grande, buscamos a reestruturação dos surdos e na semana que vem estarei de volta a Casa de Leis para debater sobre a proposta com os parlamentares”, garante.


Deputado estadual apresenta criação de Escolas Bilíngues para Surdo

Projeto de Lei é de autoria do Capitão Contar.


Nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Capitão Contar, apresentou durante a sessão um Projeto de Lei que prevê a criação de Escolas Bilíngues para surdos, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul, onde jovens e adultos com surdez poderão estudar em escolas que ofereçam Libras como primeira língua e, o português escrito, como segunda língua.


Conforme o texto do projeto, os profissionais designados nessas escolas deverão ser integrantes da rede pública de ensino e habilitados na área específica de surdez, com domínio da Língua Brasileira de Sinais. Os professores poderão também atuar com alunos surdos-cegos. A formação e capacitação dos funcionários ficará a cargo do governo do Estado.


Além destes, compondo o projeto pedagógico, as escolas bilíngues deverão atender diversas disposições, entre elas oferecer condições adequadas ao desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo e social dos estudantes surdos e experiências de exploração da linguagem.


Garantindo a inclusão social dos alunos atendidos, o projeto estabelece ainda a participação dos alunos em eventos culturais e esportivos.


De acordo com o proponente do Projeto, deputado estadual Capitão Contar, “Queremos um modelo de escola que possua professores e funcionários preparados e voltados para atender os alunos com deficiência auditiva. Hoje, as políticas públicas da educação inclusiva não visam o aperfeiçoamento e o possível desenvolvimento dos alunos surdos, os quais não estão aprendendo Libras. O que existe hoje é a tradução da língua portuguesa para Libras”, declarou.


Ainda conforme o parlamentar, “A ideia é que possam ser entendidas dentro e fora dos limites do contexto escolar. Ficaram constatados vários problemas. O professor passa o conteúdo com rapidez, sendo que o intérprete não consegue acompanhar o ritmo. Há falta de fluência e de vocabulário por parte dos intérpretes e a ausência de uma didática focada aos surdos, o que faz com que muitas disciplinas não sejam compreendidas. Essa é a realidade da maioria dos alunos surdos matriculados na rede pública regular de ensino”, afirma.


Para o diretor-presidente da Associação de Familias, Amigos, Profissionais e Pessoa surda (AFAPS), Adriano Gianotto, “O esforço é muito grande, buscamos a reestruturação dos surdos e na semana que vem estarei de volta a Casa de Leis para debater sobre a proposta com os parlamentares”, garante.

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©2018 by Flavia Andrade