• Flavia Andrade

Detentas da Capital confeccionam lençóis para o Hospital de Câncer

Atualizado: 25 de Jan de 2019

Reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na Capital, confeccionam 2 mil novos lençóis



Reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na Capital, confeccionam 2 mil novos lençóis (Divulgação)

Com parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Hospital de Câncer, as reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na Capital, estão confeccionando 2 mil novos lençóis, para atender leitos do Hospital de Câncer Alfredo Abraão, beneficiando diretamente pacientes que lutam contra a doença.


A intenção do projeto, tem como foco unir a ocupação produtiva e aperfeiçoamento profissional de detentas em prol da sociedade.


De acordo com a chefe do setor de Trabalho do EPFIIZ, Michele Aparecida Fruhauf, “As custodiadas que também costuram as perucas estão utilizando seus conhecimentos para confeccionarem os lençóis, que é nosso foco neste momento”.


Nesta fase do projeto, três custodiadas atuam na produção e recebem remição de um dia na pena a cada três de serviços prestados, conforme estabelecido na Lei de Execução Penal. Em média, são confeccionados 60 lençóis por semana.


De acordo com a interna Rosilene da Silva Floriano, 37 anos, é uma das costureiras. “Há 9 meses trabalho com a confecção das perucas e agora estou empenhada na costura de lençóis. Eu não sabia nada da arte de costurar e aprendi as técnicas todas no estabelecimento penal. Achei ótimo, pois é uma nova profissão que aprendi e posso desempenhar lá fora”, afirma.


Para Elaine Soares Matias, 52 anos, “Para mim está sendo bom saber que estou ajudando outras pessoas e, ao mesmo tempo, estou remindo minha pena”, diz.


A representante da Rede Feminina, Dirce da Silva Ramos, que semanalmente vai até a unidade prisional acompanhar os trabalhos, comenta que, “Necessitamos destes materiais e encontramos aqui no sistema penitenciário o apoio que precisamos”.


Segundo o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, “São várias as ações que a Agepen realiza, envolvendo obras em prédios públicos, hortas sociais, fabricação de brinquedos, de cadeiras de rodas etc”, conclui.

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