• Flavia Andrade

Diesel terá reajuste com intervalo mínimo de 15 dias, segundo a Petrobras

Empresa irá ofertar cartão para caminhoneiros garantindo preço fixo nos postos BR.



Empresa irá ofertar cartão para caminhoneiros garantindo preço fixo nos postos BR. (Divulgação/Petrobras)

A diretoria da Petrobras aprovou mudanças na periodicidade de reajuste nos preços do diesel vendido para as refinarias, nesta terça-feira (26). Os preços passarão a ser reajustados a cada 15 dias. Antes das mudanças, o combustível era reajustado em intervalos menores, com o fim do programa de subsídios lançado pelo governo após a greve dos caminhoneiros. Em março de 2019, foram realizados 5 reajustes no preço do diesel, sendo 4 aumentos e duas reduções. No ano, o preço médio do diesel nas refinarias acumula alta de 18,48%.


O preço médio do litro do diesel no país subiu 0,1% na semana passada, nos postos, chegando a R$ 3,540, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). No ano, entretanto, a alta é menor que o verificado nas refinarias, de 2,6%.

Conforme a Petrobras, os preços do diesel nas refinarias correspondem a cerca de 54% do valor cobrado na bomba ao consumidor final.


A estatal anunciou a produção de um Cartão Caminhoneiro, junto da medida, o qual está sendo produzido pela subsidiária Petrobras Distribuidora S.A. (BR), para daqui a 90 dias, o qual viabilizará a compra por caminhoneiros de litros de diesel a preço fixo nos postos com a bandeira BR (Cartão Caminhoneiro).


Para a Petrobras, "O cartão servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens".


Continuará sendo utilizado os mecanismos de proteção financeira, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino.


Segundo comunicado da estatal, "Ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado". Também será mantida a paridade internacional, evitando práticas que poderiam caracterizar monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil.

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