• Flavia Andrade

Energisa é autuada pelo Procon por não atender reclamações

Atualizado: 28 de Jan de 2019

Concessionária tem o prazo de 10 dias a contar da última quarta-feira (16) para se pronunciar



Concessionária tem o prazo de 10 dias a contar da última quarta-feira (16) para se pronunciar (Divulgação/Procon-MS)

A concessionária de energia, Energisa tem mostrado desinteresse em atender às reclamações de consumidores de energia elétrica notadamente nos municípios do interior do Estado e a falta de atenção às demandas encaminhadas pelos gerentes dos procons municipais à empresa distribuidora, sendo assim autuada pelo Procon.


Com alta demanda em atendimento aos municípios o órgão estadual de defesa do consumidor notificou à empresa que, praticamente, detém o monopólio dos serviços em Mato Grosso do Sul, na pessoa do seu representante legal, Marcelo Vinhaes Monteiro, a explicar as razões pelas quais têm elevado de forma até abusiva, os valores da tarifa de energia elétrica, na Capital e, principalmente, nos municípios do interior do Estado.


A Energisa tem o prazo de dez dias contado da última quarta-feira (16), para que sejam feitos os esclarecimentos e entregues os documentos que possam justificar a majoração, sob pena de ser instaurado processo administrativo. A mesma notificação determina à direção local da empresa de energia elétrica que corrija imediatamente as distorções verificadas e proceda o ressarcimento com a devolução dos valores em dobro a cada consumidor prejudicado, emitindo novas faturas com os valores corretos.


De acordo com o presidente do Procon/MS, Marcelo Salomão, “A Energisa tem sido uma das empresa como maior número de reclamações tanto no Procon Estadual como nos municipais, e cuja resolutividade fica aquém do que poderia ser considerado razoável, não existindo um canal de comunicação eficiente entre a empresa e o órgão de defesa do consumidor. Há demonstração de má vontade quando procuramos contatos com representantes da empresa para encaminhar demandas de consumidores. A Energisa demonstra não ter interesse em ter um canal direto de comunicação com os órgãos de defesa o consumidor”, conclui.

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