• Flavia Andrade

Ex-prefeito Nelsinho Trad é absolvido da acusação de improbidade administrativa


Irregularidade teria sido praticada através dos convênios com a Omep e Seleta. (Foto: PTBNacional)

O ex-prefeito da Capital e senador Nelsinho Trad foi absolvido pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) das acusações de improbidade administrativa relativas a supostas irregularidades que teria sido praticado nos convênios com a Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep) e Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) durante o seu mandato a prefeito de Campo Grande.


O julgamento foi realizado na última quarta-feira (8) e ainda não foi publicado no Diário da Justiça. O Ministério Público Estadual (MPE), autor da ação, apontava a existência de ato de improbidade administrativa ao ex-prefeito por ter descumprido Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2011.


Conforme o advogado Edson Kohl Júnior, “nos autos demonstramos que o prazo para cumprimento do acordo firmado com o MP acabaria no decorrer das futuras gestões. O que cabia ao então prefeito Nelson Trad Filho foi efetivamente cumprido e comprovamos ainda que à época da sua gestão não foi praticada qualquer irregularidade nos convênios firmados com Omep e Seleta”, aponta.


Durante o julgamento realizado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, o único desembargador a votar pela continuação da ação, foi Paulo Alberto de Oliveira. Durante a sua explanação, elogiou o trabalho da defesa e afirmou que só votaria pela continuidade da ação para ser coerente com suas próprias decisões tomadas em outros casos.


Já os demais desembargadores, julgaram procedentes os pedidos do ex-prefeito, reconheceram a veracidade dos argumentos da defesa, impedindo o recebimento da denúncia contra o atual senador.


Ainda conforme o advogado de defesa Kohl Júnior, “com a decisão, a ação que corria contra Nelson Trad Filho, Alcides Bernal e Gilmar Olarte prosseguirá somente contra os dois último gestores para averiguar a existência de irregularidades na execução dos convênios firmados com a Omep e Seleta”, conclui.


O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão.

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