• Flavia Andrade

Ministro do TCU volta a ser julgado pelo STF


Aroldo Cedraz, o filho e mais duas pessoas foram acusadas de tráfico de influência ( Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União, volta a ser julgado esta semana pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual, agendou para esta terça-feira (13) a sequência do julgamento. Além dele, o filho Tiago, e outras duas pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República, pelo crime de tráfico de influência.

Na semana passada, durante o início do julgamento, a Segunda Turma ouviu as partes e conheceu o relatório escrito pelo ministro Edson Fachin. A expectativa é que os ministros apresentem seus votos na terça.


Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em outubro de 2018, o ministro e seu filho, o advogado Tiago Cedraz, teriam praticado tráfico de influência ao receber dinheiro da empresa de engenharia UTC para beneficiar o grupo em processos relacionados à licitação da Usina Angra 3 em análise no Tribunal.


Os valores teria causado prejuízos à Administração Pública Federal, considerando o total do contrato correspondente a R$ 3,2 bilhões.


Após a delação premiada do executivo Ricardo Pessoa, da UTC, a denúncia foi estruturada, de acordo com o MPF, Pessoa e Tiago Cedraz teriam firmado um esquema em 2012, com pagamentos realizados de maneira parcelada até 2014. Registros de viagem e informações obtidas no escritório do advogado reforçaram a tese da procuradoria.


O ministro Aroldo Cedraz teria atuado para atrasar o julgamento, com manobras como pedidos de vista. Segundo trecho da denúncia, “Tal situação, somada aos fatos narrados pelos colaboradores acerca da atuação de Tiago Cedraz, revela que Aroldo Cedraz agiu para controlar a data do julgamento. Seu ato de ofício infringiu dever funcional, pois pediu vista de um processo para o qual estava previamente impedido”.


A defesa do ministro argumenta que uma sindicância feita pelo próprio TCU não encontrou provas de que o ministro tenha praticado tráfico de influência.

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