• Flavia Andrade

Prefeito reclama de queda na arrecadação de impostos e repasses ao município


Marquinhos relata queda de mais de 10 pontos percentuais no repasse do ICMS. (Foto: Izaias Medeiros/CMCG)

Durante breve participação na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quinta-feira (04), o prefeito da Capital, Marquinhos Trad, reclamou da queda na arrecadação de impostos e nos repasses ao município, de acordo com Marquinhos,“O ser humano quer que os equipamentos públicos sejam iguais aos privados, e cada vez que passa existe uma migração maior de exigência para que os equipamentos públicos não fiquem longe dos equipamentos privados. Acontece que a Prefeitura Municipal de Campo Grande é assalariada, ela vive de recursos, e quais são os recursos que entram dentro do cofre da Prefeitura Municipal de Campo Grande, é o imposto federal, o imposto estadual e o IPTU e o ISS, todo mês cai isso daí. Agora, como administrar e dar uma melhoria, um melhor conforto a todos os cidadãos, se o repasse do governo federal diminui todo ano, se o repasse do governo estadual diminui todo ano”, aponta prefeito.  


Em comparação com gestões anteriores, Marquinhos Trad, enfatiza a queda do ICMS ( Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), onde “o gestor de 2012 deste município, administrava Campo Grande com um ICMS de 27%, foi publicado sexta-feira (31 de junho) o índice da Capital caiu para 18%. Eu não vi um debate a favor de Campo Grande, mas eu vou fazer tecnicamente, diferentemente de quando falta um equipamento de lazer lá na Vila Nasser, o vereador vai as redes sociais e diz que lá falta equipamento, mas quando diminui o ICMS em mais de 10 pontos percentuais, que significam R$ 48 milhões de reais por ano, eu não vi o levantamento do debate. Mas eu sei que eu posso contar com o apoio dessa Casa, porque são os vereadores de Campo Grande. Porque que o ICMS de Três Lagoas aumenta? Porque o ICMS de Corumbá aumenta e o de Campo Grande diminuiu em quase 10 pontos percentuais”, declara. 


Buscando formas de melhorar a arrecadação do imposto, Prefeito relata a contratação de empresa de fora do Estado para analisar as questões envolvendo a Prefeitura de Campo Grande e segundo Marquinhos Trad, “Eu contratei uma empresa de fora e eles perguntaram se havia caído alguma bomba atômica na Cidade, porque para tirar 10 pontos percentuais, é o mesmo que dizimar 480 mil pessoas da noite para o dia. Mas nós vamos fazer a defesa técnica, ainda que possam entender diferente, não, eu estou defendendo a minha cidade, a minha Campo Grande. Agora foi mês de debate de reajuste do salário dos servidores públicos. Cerca de 46% da população de Campo Grande não paga o IPTU, os funcionários públicos devem de IPTU R$ 32 milhões de reais, não pagam os impostos, mas querem os reajuste. E aí, para quem eu administro a cidade? Para aqueles que estão em dia, ou para aqueles que não estão em dia? Em uma academia particular aqueles que não pagarem a sua mensalidade não entram, na administração pública eu tenho que dar ao adimplente e ao inadimplente o mesmo tipo de tratamento, mas como fazer isso? Eu peço ajuda da Casa, porque a receita tem caído cada vez mais, a multiplicação de Refis é a chamada dos contribuintes para que ajudem a cidade, fiscalizem a aplicação dos recursos, as viagens, nada disso nos incomoda, nada disso irá nos incomodar, mas como administrar uma cidade que quer os mesmos direitos de equipamentos públicos iguais aos particulares se 46% não pagam os seus IPTUs, como dar reajustes se R$ 32 milhões de impostos estão retidos, dos próprios funcionários públicos. Mas eu tenho certeza de que vamos criar alternativas sem aumentar os impostos”, conclui. 

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