• Flavia Andrade

Primeira audiência de André Puccinelli na Operação Lama Asfáltica é marcada pela Justiça

Os primeiros depoimentos serão dos delatores da JBS em audiência de instrução e julgamento no dia 23 de abril.



Os primeiros depoimentos serão dos delatores da JBS em audiência de instrução e julgamento no dia 23 de abril. (Divulgação)

O ex-governador André Puccinelli (MDB) tem a primeira audiência de julgamento, na Operação Lama Asfáltica marcada para o mês de Abril. Os primeiros a serem ouvidos durante a audiência de instrução e julgamento serão delatores da JBS, no dia 23.


André Puccinelli é réu em duas ações penais na Operação Lama Asfáltica conduzida pela Polícia Federal, desde julho de 2015, onde apontam o desvio de R$ 432 milhões dos cofres estaduais entre 2007 e 2014, sendo acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e de chefiar organização criminosa.


Também são considerados envolvidos na operação Lama Asfáltica, o filho, o advogado e professor da UFMS, André Puccinelli Júnior, o dono da Proteco, João Amorim, o ex-secretário adjunto de Fazenda, André Luiz Cance, o empresário João Roberto Baird, o Bil Gates Pantaneiro, e o delator Ivanildo da Cunha Miranda, entre outros, vão ser julgados pelo pagamento de propina pela JBS. A denúncia foi protocolada em julho de 2018. Todos deverão enfrentar um longo julgamento. Ao todo os advogados de defesa protocolaram aproximadamente 100 testemunhas.


Os réus solicitaram rejeição da ação penal e anulação das provas, porém, o juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, rejeitou os pedidos dos réus. Mantendo a ação penal e marcando o início do julgamento. Os primeiros cinco depoimentos serão por videoconferência de São Paulo, onde residem os executivos e donos da JBS, e serão ouvidos como testemunhas de acusação.


Os primeiros a serem ouvidos irão realizar os seus depoimentos conforme a ordem estabelecida pela Justiça, sendo: o ex-executivo Demilton Antônio de Castro. No segundo dia, 24, o juiz ouve os delatores Valdir Aparecido Boni e Florisvaldo Caetano de Oliveira. No dia 30, serão ouvidos os irmãos e donos da JBS, Joesley e Wesley Mendonça Batista.


A justiça solicitou a defesa a justificativa por escrito referente a necessidade dos depoimentos das testemunhas de defesa. Como o processo conta com réus presos, no caso Amorim e a sócia Elza Cristina Araújo dos Santos, o juiz Bruno Teixeira quer acelerar o andamento do processo.


O ex-governador André Puccinelli será julgado por cobrar propina de 20% a 30% dos incentivos fiscais concedidos a JBS. De acordo com a denúncia, o pagamento era feito por meio de dinheiro em espécie, doações eleitorais e uso de notas fiscais frias.


De acordo com o Ministério Público Federal, R$ 17,2 milhões foram repassados por meio de notas fiscais pagas a Proteco (R$ 9,5 milhões), Instituto Ícone (R$ 1,3 milhão), Gráfica Alvorada (R$ 2,862 milhões), Gráfica Jafar (R$ 1,080 milhão), Itel Informática (R$ 2,05 milhões por meio de transferência), Mil Tec Tecnologia (R$ 350 mil) e Congeo Construção e Comércio (R$ 2,118 milhões).


Ainda conforme as delações, foram revelados ainda que R$ 5 milhões foram pagos por meio de doação oficial para a campanha eleitoral do MDB.


André Puccinelli, foi o primeiro ex-governador na história do Estado, a colocar tornozeleira eletrônica, ficar preso por 24 horas e permanecer em um presídio por quase cinco meses.


Com a solicitação de habeas corpus pela defesa, Andre Puccinelli está aguardando o julgamento em liberdade desde 19 de dezembro de 2018, após ser autorizada a saída pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça. O mérito ainda será julgado pela 6ª Turma.


Com relação a prisão do pastor e empresário Gilmar Antunes Olarte em 25 de agosto de 2015, Ele foi o primeiro prefeito de Campo Grande. Sendo condenado a oito anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entretanto ainda permanece solto porque o Tribunal de Justiça ainda não executou a sentença.


Já outros envolvidos como, João Amorim que foi preso com Edson Giroto há quase dez meses, é acusado de ser sócio oculto da Solurb, concessionária do lixo que custa R$ 85 milhões por mês aos cofres de Campo Grande.

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©2018 by Flavia Andrade