• Flavia Andrade

Programa Lab Habitação: Inovação e Moradia têm inscrições abertas até 12 de setembro


Serão selecionados até 15 negócios para uma jornada de cinco semanas em workshops e palestras (Foto: Divulgação/Assessoria)

Buscando fortalecer soluções de impacto social que ajudem a tornar as moradias de milhares de brasileiros mais salubres, dignas e confortáveis, a Artemisia e Gerdau, juntamente com o Instituto Vedacit, Tigre e Votorantim Cimentos; e apoio da CAIXA e CAU/BR, irão realizar a segunda edição do Lab Habitação: Inovação e Moradia.


Como as inscrições abertas para empreendedores, o programa de aceleração de curto prazo irá potencializar soluções inovadoras no setor de habitação. Serão selecionados até 15 negócios para uma jornada de cinco semanas, onde irão partidcipar de uma programação composta por workshops presenciais e online com foco no refinamento do modelo de negócio e do impacto social das soluções. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 12 de setembro; os empreendedores podem fazer a inscrição pelo site www.artemisia.org.br/labhabitacao/


Durante o Lab Habitação: Inovação e Moradia, as organizações esperam encontrar empreendedores de todo o Brasil, que tenham negócios inovadores, com potencial de gerar impacto positivo e que estejam alinhados aos temas: acesso à moradia de qualidade; soluções financeiras para habitação; reformas habitacionais; gestão de condomínios de habitação popular; água e saneamento; energia; empregabilidade na construção civil; regularização fundiária; infraestrutura e melhoria do espaço público; e inovação na construção civil.


De acordo com Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, "O sonho de contribuir para que 100% dos brasileiros e brasileiras possam viver com dignidade e poder de escolha passa pelo apoio de novas iniciativas empreendedoras no setor de habitação. Quando analisamos os componentes que formam uma vida digna e segura, a questão habitacional se mostra intrinsecamente ligada à qualidade de vida e à saúde da população. É urgente lançarmos o olhar para o contingente de pessoas vivendo em condições inadequadas. Transformar a habitação insalubre ou irregular em um ambiente seguro, digno, confortável e saudável representa uma faísca de transformação, que impacta positivamente pessoas, famílias e a cidade como um todo”. E complementa: “Empreendedores e empreendedoras de todo o país têm desenvolvido soluções inovadoras e acessíveis, relacionadas diretamente às dores de moradia que afligem a população mais vulnerável economicamente. Nosso programa quer apoiar essas iniciativas para que possam se fortalecer e impactar positivamente a vida de milhares de pessoas”, aponta.


Para Marcos Faraco, diretor-executivo da Gerdau Aços Brasil, "Os resultados da primeira edição do programa reforçam a convicção de que negócios de impacto social podem oferecer soluções que colaborem com os temas de habitação para população de baixa renda no país. Ficamos muito satisfeitos com os empreendedores que passaram pela primeira edição do Lab Habitação,em 2018. Quatro das cinco regiões do Brasil estiveram representadas no programa, o que demonstra o alcance nacional da iniciativa, que busca empoderar pessoas e negócios interessados em transformar o dia a dia da população brasileira”, declara.


Entre os critérios de seleção, o impacto social (negócios que ofereçam produtos ou serviços para resolução de questões relacionadas aos desafios da moradia com foco na melhoria da qualidade de vida da população de baixa renda); perfil (empreendedores com intenção genuína de mudar o Brasil, com histórico de realizações e capacidade para atrair talentos e desenvolver equipe consistente); potencial de escala (modelos de negócio lucrativos que ofereçam soluções que possam ser escaláveis e com potencial de atender milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica); estágio de maturidade (negócios com protótipo ou produto/serviço desenvolvido, que estão em fase de validação da proposta de valor e modelo de negócios); e potencial de inovação (capacidade de entregar soluções inovadoras com potencial de promover qualidade de vida para população de baixa renda brasileira por meio de soluções em habitação). Com isso, as empresas buscam disponibilidade de pelo menos um representante do negócio para participar de todos os dias de workshops presenciais.


Assim, a busca recai para negócios alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Erradicação da Pobreza (ODS 1); Água Potável e Saneamento (ODS 6); Energia Acessível e Limpa (ODS 7); Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9); e Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11). É preciso ter a solução alinhada a uma das temáticas do programa: acesso à moradia de qualidade; soluções financeiras para habitação; reformas habitacionais; gestão de condomínios de habitação popular; água e saneamento; energia; Empregabilidade na construção civil; regularização fundiária; infraestrutura e melhoria do espaço público; e inovação na construção civil.


Os empreendedores selecionados serão potencializados com base na metodologia exclusiva de aceleração de curto prazo da Artemisia, tendo acesso à curadoria de ferramentas e conteúdos; conexão com outros empreendedores do setor; e mentorias com especialistas em negócio, impacto social e habitação. Entre os mentores, estarão algumas das altas lideranças das empresas correalizadoras do programa. O objetivo é que os participantes saiam do programa com maior clareza sobre os próximos passos do seu negócio para que avancem no desenvolvimento de aspectos fundamentais e estejam mais preparados para crescer e gerar impacto social no setor atuante. Os empreendedores que concluírem o programa também passam a fazer parte da Rede Artemisia. Os negócios que se destacarem ao longo do processo – até três empresas – poderão receber capital semente e acompanhamento personalizado pós-programa.


A moradia é atualmente um dos maiores desafios globais. Conforme assessoria do evento, uma parte significativa da população mais vulnerável economicamente vive em situações habitacionais precárias. Um terço da população mundial urbana vive em favelas e assentamentos informais; um bilhão de novas casas são necessárias até 2025 no mundo, em um custo estimado em valores que vão de US$ 9 trilhões a US$ 11 trilhões. São 330 milhões de famílias que estão financeiramente ameaçadas pelos custos de habitação – número que pode crescer para 440 milhões em 2025, de acordo com dados da McKinsey.Houvetambémum aumento de28% no número de residentes em favelas, indo de 689 milhões (1990) para 881 milhões em 2014de acordo com a ONU-Habitat. Grande parte dessa situação é resultado de diversos fatores interligados que compõem o cenário das cidades como conhecemos hoje.


De acordo com o IBGE, 85% da população brasileira vive em áreas urbanas, onde se concentram os grandes desafios habitacionais, principalmente nas regiões metropolitanas. A população de baixa renda é a mais afetada por esses desafios e enfrenta as maiores barreiras para alcançar o direito à moradia e à cidade. Muitas dessas regiões não têm acesso à infraestrutura básica: 45% da população ainda não possuiesgotamento sanitário adequado (Agência Nacional de Águas, 2017); 8,3%não possui coleta domiciliar de resíduos sólidos; e 16,5%não são atendidos pela rede de abastecimento de água (SNIS - Diagnóstico de Água e Esgoto, 2017).

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©2018 by Flavia Andrade