• Flavia Andrade

Reinaldo Azambuja debate custos da judicialização da saúde com ministro Dias Toffoli


A reunião contou com a presença de mais 11 governadores de Estado. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Nesta quinta-feira (09), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, recebeu 12 governadores para tratar de ações em trâmite na Corte sobre a responsabilidade solidária dos entes federados no dever de prestar assistência à saúde, o fornecimento de remédios de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) e daqueles não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governador de Mato Grosso do Sul foi o porta-voz do grupo durante o encontro.


Através de Reinaldo Azambuja foram expostas no encontro as dificuldades com decisões judiciais na obrigação do fornecimento de medicamento de alto custo, alguns sem registro na Anvisa, e tratamentos caros sem a ajuda da União. De acordo com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja,”Os estados gastaram, no ano passado, R$ 17 bilhões devido à judicialização da saúde, sendo que esses recursos não estavam previstos nos seus orçamentos. Pedimos para o STF modular essas questões. Por exemplo, de quem é a responsabilidade de fornecer o remédio quando ele não é registrado na Anvisa? Assim, podemos organizar o sistema. O SUS é universal, mas quando começamos a atender demandas judiciais específicas de alguns cidadãos tiramos recursos do sistema como um todo”, destacou governador.


Para o Ministro Dias Toffoli, “pretendemos esgotar o julgamento dos Recursos Extraordinários (REs) 657718, 566471 e 855178 neste primeiro semestre. As ações estão pautadas para a sessão plenária do próximo dia 22. A Proposta de Súmula Vinculante (PSV) 4, que trata do tema, será retirada da pauta para uma melhor avaliação”, disse.


Ainda conforme o ministro, “é preciso refletir sobre decisões judiciais que interfiram na gestão pública. O Poder Judiciário tem que se autoconter um pouco mais. Temos o limite do possível. A União, os estados e os municípios têm dificuldades fiscais. A ideia é estabelecer parâmetros nas três ações para termos segurança jurídica”, aponta.


Também estavam presentes os governadores Antonio Denarium (Roraima), Camilo Santana (Ceará), Coronel Marcos Rocha (Rondônia), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Flávio Dino (Maranhão), João Azevêdo (Paraíba), João Leão (Bahia, em exercício), Mauro Carlesse (Tocantins), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), Ronaldo Caiado (Goiás), Waldez Góes (Amapá) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro).

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