• Flavia Andrade

Reunião de autoridades na Santa Casa busca solucionar problemas de moradores de rua


(Foto: Divulgação/Assessoria)

Nesta quinta-feira (31), a Santa Casa reuniu autoridades sociais e de segurança pública no intuito de encontrar soluções para os problemas gerados pelos moradores de rua em Campo Grande, que tem se multiplicado. Conforme dados divulgados pela Seleta municipal, cerca de 90% dos citados são usuários de drogas. Ao todo, temos 1800 usuários de drogas hoje na cidade em situação de rua.


Para o presidente da Santa Casa, Dr. Esacheu Nascimento, "Somos parceiros porque sofremos com as sequelas do vício das drogas: Furtos, assaltos com objetos perfurantes, armas e tudo isso gera medo a quem procura auxílio hospitalar. As pessoas saem dos hospital com medo. São cerca de 400 moradores em situação de rua e 90% estão viciados em alguma droga. Propormos uma comissão pra levar adiante as reivindicações.", relata.



Vereador Dr. Lívio (Foto: Divulgação/Assessoria)

Segundo o vereador Dr. Lívio, "A Solução é o que está encaminhado como a Clínica da Alma com internação voluntária que se mostrou eficaz e criar mais ações conjuntas para coibir, encaminhar, separar e punir quem precisa ser punido. Precisamos de ações imediatas e reforçar as soluções a longo prazo que vão diminuir quase totalmente situações como a que se encontram hoje a cidade de Campo Grande", pontuou.


Dados apontam que atualmente estão internadas 269 pessoas na Clínica da Alma que tem a metodologia de fazer o interno voltar a ser uma família. Conforme o responsável da Clínica da Alma, Pastor Milton Marques, “Trabalhamos com regras e respeito. Eles têm respeito. Ninguém nem senta na nossa marquise. É respeito. Cada um move-se fazendo alguma coisa.Me proponho a ajudar aqueles que precisarem. Dez, 20, 30... Quem levarem acolheremos”, afirma.


De acordo com o presidente do conselho de segurança da região central, Eliezer Melo Carvalho, o Jacaré, “Eles usam em qualquer hora e qualquer lugar. Precisamos achar uma luz, uma solução, um lugar para internar estas pessoas”, disse.


Já o Conselheiro do Sindvarejo, Sebastião da Conceição, disse que, “Assistencialismo faz usuários prevalecer debaixo das marquises . Roupas e alimentos não os deixa sair do local. É preciso pensar no Direito Humanos dos outros também, não só dos moradores de rua. Nós somos assaltados e ameaçados . Perdemos funcionários. Não conseguimos trabalhar”.


A promotora da Coordenadoria dos Direitos Humanos, Ana Cristina destacou a situação atual de acordo com a lei. “A nossa Legislação nos engessa. A Legislação do nosso país caminhou a favor dos direitos humanos. Quando imaginamos que ia melhorar, modificou nossa Legislação e piorou. Antes era possível desde que existisse um médico com um laudo fazer a internação compulsória. Hoje com a lei 13.840 não é mais possível nas unidades terapêuticas. Só nos órgãos de saúdes e hospitais. Nas terapêuticas só internação voluntária. Queremos achar um caminho legal. O Ministério Público está aqui na reunião para caminharmos juntos e acharmos um caminho possível”.


Por fim, o Defensor Público, Mateus Augusto Sutana e Silva, disse que,“Legalmente temos hoje a internação voluntária e involuntária. Só podemos entrar com ação para internação involuntária já decidida pelos médicos. Minha sugestão como a da promotora. É criar um grupo de trabalho e levantarmos quantos leitos psiquiátricos temos no Estado e como podemos aumentar. Além disso, a lei veda qualquer participação de força policial. Pressionar o poder público inclusive desapropriar e reutilizar o imóvel (Rodoviária Antiga) com uma destinação pública para movimentação e gerar lucro novamente. Precisamos de destinação efetiva para pressionar quem tem a caneta para resolver”, conclui.


Também participaram da reunião: da Santa Casa, o vice-presidente, o Diretor Secretário Adjunto Araújo Brandão, o presidente do Comitê de Saúde da Santa Casa, Heber Xavier, a Gerente de Captação de Recursos do hospital, Cátia Almeida. Dos demais órgão: o presidente do Conselho de Segurança da Região Central, Eliezer Melo Carvalho, o Superintendente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Ulysses Conceição Filho, Associação da Seleta Caritativa, Inácio Cabana, Coronel da Polícia Militar, Edmilson Lopes da Cunha, a promotora da defensoria pública, Joyce Cabreira de Souza, padre Agenor Martins da Silva da Arquidiocese de Campo Grande (Instituto Misericordes), o Gerente de Segurança dos Correios do MS, Márcio Nei Mendes Moreira, a Administradora Comercial do Condomínio Terminal do Oeste (antiga Rodoviária), Rosane Nely de Lima, Pastora (Clínica da Alma) Ana Paula Marques e Paulo de Mattos Pinheiro, membro da Comissão de Segurança Pública da OAB/MS.

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