• Flavia Andrade

Rodrigo Maia pede aprovação dos estados e municípios na reforma à oposição


PEC paralela será apresentada solicitando a inclusão de estados e municípios. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (16), o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um apelo, para que partidos da oposição apoiem a reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) chegar ao Senado. Maia espera que a Câmara seja concluída na primeira semana de agosto, seguindo para apreciação dos senadores.


Buscando acelerar a tramitação da PEC, mudanças como a reinclusão de estados e municípios devem ser enviadas à Câmara através de uma PEC paralela. Uma vez que, cada alteração feita pelos Senadores ao texto já aprovado na Câmara, precisa ser novamente analisada pelos deputados, o que pode atrasar a conclusão da análise da matéria. Com isso, apenas as modificações seguem a tramitação paralela, enquanto o aprovado já poderá ser promulgado, caso referendado em dois turnos pelos senadores.


De acordo com Rodrigo Maia, “A única coisa que vai precisar, quando voltar para Câmara, é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB e PDT ajudem a aprovar a PEC paralela, se não vai ter obstrução”, disse Maia. “A perspectiva é que a PEC seja enviada ao Senado no dia 8 de agosto, após aprovação em segundo turno”, afirma.


Ainda segundo Maia, “o déficit previdenciário tem crescido nos últimos quatro anos e já alcança R$ 100 bilhões em todo país, além de crescer em uma projeção de mais de R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos. Isso significa menos R$ 40 bilhões de capacidade de investimento de estados, no momento que poucos estados têm capacidade hoje de investimento. Então, se não controlar esse gasto como a gente está terminando de controlar na Câmara, com a PEC da Previdência e os gastos do governo federal, nós vamos ter mais dificuldades que os estados paguem os salários, paguem as próprias aposentadorias e pensões, e façam também investimentos”, enfatiza.


O parlamentar avaliou ainda que, a PEC não deve ser enxugada na votação em segundo turno pela Câmara. A nova análise em plenário está marcada para o dia 6 de agosto e também precisará de 308 votos para ser aprovada, o mesmo necessário para aprovação em primeiro turno.


Por fim, Rodrigo Maia diz que, “Desde 1991, quando temos os dados de todas as votações, essa foi a votação legislativa com maior quórum da história. A gente só perde para o impeachment, a posse dos deputados e para eleição do presidente da Câmara. Mas, votação de uma Emenda Constitucional, um Projeto de Lei, essa da semana passada foi o maior quórum da história. É um bom resultado”, conclui.

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