• Flavia Andrade

Vereador Eduardo Romero fala sobre "Pantanal não combina com cana de açúcar" durante sessão ordinári


Vereador Eduardo Romero (Foto: Divulgação/Assessoria)

Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (07), o vereador Eduardo Romero falou sobre o tema: "O Pantanal não combina com cana de açúcar". Segundo parlamentar, "tem outras atividades já muito bem desenvolvidas ali. Há estudos que provam isto. É com lamento, muito lamento que recebemos a revogação do decreto que proibia o cultivo da cana no Pantanal e na Amazônia. Agora tudo pode na planície pantaneira", pontuou.


Para o parlamentar, a revogação do decreto pode abrir brechas contra lei estadual que proíbe cana no Pantanal. As questões levantadas por Romero durante a sessão demonstram preocupação com o patrimônio do Estado, entre elas, "Começaram derrubando um decreto e agora o que mais pode vir? O que mais pretendem fazer de ato político que vai afetar a identidade do patrimônio Pantanal, que vai além de lugar paisagístico, berço de espécies?", enfatiza.


Ainda durante a sua fala, Romero enfatizou que "o Brasil é rico em terras. Não está faltando terra para ampliar a fronteira agrícola ao ponto de precisar agricultar com cana o Pantanal e seus subprodutos com a justificativa de que já existem tecnologias para tratar resíduos desta atividade. Em nome do subsídio para o setor sucroalcooleiro, que produz o biocombustível etanol, vem o decreto com um engodo que pode ser catastrófico. Não pensem que os olhos agora devem ficar voltados somente para o óleo que mancha as praias do nordeste brasileiro. Não pensem que o problema está lá longe, onde muitos gostam de passar as férias, bronzear seus corpos, ou curtir a paz com cheirinho de maresia. O estalo também está aqui no quintal de casa e é dever de cada cidadão com mandato ou não cobrar dos representantes da esfera federal que a possibilidade da cana e suas moedas não se concretizem no Pantanal", aponta.


Diversos movimentos ambientalistas circundam o pantanal, entre eles, o movimento ambientalista que lutou contra caça de jacaré, contra exploração de terras indígenas, que caminha para ter uma lei única para o Pantanal MS/MT e que comemorou até 5 de novembro deste ano a proibição de cana e usinas na planície pantaneira e em municípios de planície como Corumbá, agora começa uma nova luta.

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